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Segunda-Feira, 21 de Abril de 2014
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Posturas de Trabalho

Informação relativa a Posturas de trabalho incorrectas - riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores e respectivas medidas de prevenção



Posturas de trabalho incorrectas - Introdução


A postura pode ser considerada como a posição relativa dos vários elementos do corpo de um indivíduo em relação ao tipo de actividades que desenvolve.

As posturas adoptadas no desenrolar das tarefas (especialmente aquelas que envolvem grandes pesos) constituem a principal causa de problemas de coluna. Isto acontece porque na maioria dos casos, aquando do levantamento e transporte de cargas, os trabalhadores mantêm as pernas rectas e “dobram” a coluna vertebral.

Pode ainda ocorrer outra situação ou movimento perigoso. A rotação excessiva do tronco, aquando da movimentação, levantamento ou abaixamento da carga.

O corpo humano nunca adopta posturas perfeitamente estáticas – como corpo vivo que é, realiza reajustamentos constantes que lhe permitem a manutenção de uma determinada postura corporal.

A postura corporal poder-se-á então definir como sendo a capacidade que um determinado corpo possui, para manter um certo alinhamento intersegmental (entre os diversos segmentos corporais) sem consequências nocivas para a saúde ou segurança.
 

A postura corporal normalmente envolve duas variáveis distintas:

1. As características anatómicas e fisiológicas do indivíduo;

2. Tipo de actividade.


As posturas incorrectas resultam de diversos tipos de tarefas mais ou menos frequentes em muitos sectores de actividade, desde a indústria pesada, passando pelo sector da saúde, hotelaria, restauração, comércio e serviços.

Quando os trabalhadores executam permanentemente tarefas num posto de trabalho mal dimensionado ou que os obrigue a adoptar posturas incorrectas, em muitos casos, começam a surgir precocemente sintomas de fadiga física, lesões, ou outros traumatismos.

São exemplo de lesões dorso lombares: contusões, feridas, fracturas, cortes e sobretudo lesões diversas de ordem músculo-esqueléticas.

As lesões dorso lombares podem originar hérnias discais, assim como fracturas vertebrais devidas a esforços muito grandes associados a posturas incorrectas.

A OIT (organização internacional do trabalho) referiu que a movimentação manual de cargas associadas às posturas inadequadas nos locais de trabalho é uma das causas mais frequentes de acidentes de trabalho com uma percentagem de sensivelmente 20 a 25% do total dos acidentes de trabalho.

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As posturas são normalmente adoptadas em função de alguns parâmetros ou exigências, tais como:

  • Visuais;
  • Precisão de movimentos;
  • Força necessária para desenvolver a tarefa;
  • Espaço onde actua o trabalhador;
  • Ritmo de execução da tarefa.

É necessário termos sempre presente que quando se adopta uma postura ou realiza um simples movimento, entram em acção um grande número de músculos, ligamentos e articulações em simultâneo.

Para além das tensões musculares, alguns movimentos ou posturas incorrectos obrigam a um dispêndio energético muscular excessivo e a uma sobrecarga pulmonar e cardíaca.

Para se analisarem e adoptarem posturas e movimentos adequados é importante o contributo de outras áreas, tais como:

 

a) Fisiologia

Para entender as estruturas e as funções do corpo humano, estudaremos as ciências da anatomia e da fisiologia. A anatomia (anatome = cortar em partes, separar) refere-se ao estudo da estrutura e das relações entre estas estruturas. A fisiologia (physis + lógos + ia) é a ciência que estuda a relação e funções das diferentes partes do corpo e o seu funcionamento. A função não se pode dissociar da estrutura, por isso, a anatomia e a fisiologia têm que ser estudadas em conjunto.

 

b) Antropometria

A antropometria e a ergonomia são indissociáveis. Estudam a interacção do homem com os espaços, construções, instrumentos de controlo, utensílios e meio envolvente. A antropometria estuda as medidas do corpo humano para posterior classificação antropológica (ex. sob a forma de tabelas).

Os dados referentes às dimensões variam de pessoa para pessoa e de país para país. No geral, as dimensões dos indivíduos variam também com o decorrer do tempo – variam ao longo das diferentes idades, mas também cronologicamente (de geração para geração).

Os principais aspectos do binómio ergonomia – antropometria estão relacionados com as medidas dos segmentos do corpo, forças musculares, posturas, movimentos e padrões motores de manuseamento, uma vez que, interferem directamente com o conforto, a segurança e a funcionalidade.

 

c) Biomecânica

Em termos de definição, é comum dividir-se a palavra biomecânica em duas partes. No prefixo “bio”, de biologia, ou seja, relativo aos seres vivos e, mecânica. Logo, a partir da análise morfológica da palavra, a biomecânica será a aplicação dos vários princípios da mecânica aos seres vivos – mais concretamente ao corpo humano.

O objecto de estudo da Biomecânica é o movimento. Este estudo dos movimentos consiste na análise da interacção do corpo, que realiza uma determinada acção, com o meio envolvente.

Com as análises e estudos realizados no âmbito da biomecânica pretende-se:

a) Aumentar a eficiência técnica dos indivíduos em diversas actividades e profissões; e

b) Diminuir a probabilidade de se verificarem lesões, do tipo crónico ou agudo, decorrentes da actividade física realizada pelos indivíduos.

 

É importante que no decorrer das suas tarefas, os trabalhadores tentem manter os diferentes músculos, ligamentos e articulações em posições confortáveis. Adicionalmente, as curvaturas naturais da coluna devem ser “respeitadas” durante a execução do trabalho. Posturas anómalas ou movimentos bruscos podem lesar os discos intervertebrais, as articulações, os ligamentos e nervos, provocando dor ou outras perturbações.

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Consequências das posturas incorrectas adoptadas no trabalho

 

Uma má postura ou postura incorrecta pode ser definida como sendo aquela que possibilita o aparecimento de uma incapacidade, determinada dor ou patologia. É necessário ter em consideração que os diferentes indivíduos possuem também diferentes susceptibilidades de contrair as diferentes patologias.

A postura é determinada pelo sistema locomotor. Este é responsável pelo deslocamento e pelos diferentes movimentos do corpo no espaço. Todo e qualquer movimento, por menor que seja, requer a participação do sistema locomotor, mesmo em repouso ou numa posição estática.

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Sintomatologia derivada das posturas e movimentos incorrectos ao longo do tempo:

 

Estádio 1

Sensação de peso, adormecimento (sensação de formigueiro) e desconforto em áreas específicas. Podem ocorrer dores ocasionais, durante as actividades mais intensas (no trabalho ou fora dele). Regra geral, este tipo de sintomas cessa após descanso de horas ou dias.

 

Estádio 2

Neste estágio a dor é mais persistente e localizada. Geralmente, a dor torna-se mais intensa durante períodos de actividade mais intensos. Mesmo com períodos de descanso, a dor pode permanecer ou reaparecer inesperadamente. Apesar disso, o quadro clínico ainda não é considerado muito grave, exemplo: dores nos pulsos ou início de tendinites.


Estádio 3

O quadro clínico correspondente a este estádio é bastante grave. A doença pode prolongar-se por vários meses ou até anos. Caracteriza-se pelas dores crónicas que por vezes não cessam com o repouso ou através de medicamentos; a dor é espontânea e mais ou menos permanente. Geralmente pode haver perturbação do sono. As dores sentidas pelos pacientes podem tornar-se insuportáveis e provocar pontadas, choques, perdas de força, etc.

 

Estádio 4

Este estádio é caracterizado por dores agudas e constantes. Por vezes, as dores tornam-se insuportáveis atingindo outras partes do corpo. Os trabalhadores perdem a força e o controlo de determinados movimentos.


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Localização das patologias no organismo humano de acordo com as diferentes posturas inadequadas adoptadas:

 

Postura

Localização da Patologia

Em pé

Pés e pernas (varizes)

Sentado sem apoio da coluna

Músculos extensores das costas

Assento alto

Parte inferior das pernas (gémeos), joelhos e pés

Assento baixo

Coluna vertebral e pescoço

Braços muito esticados

Ombros e braços

Pegas inadequadas nas ferramentas e objectos

Antebraços e mãos

 

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Regras de boas práticas para melhorar a atitude postural (aspectos gerais):



  • Fortalecimento da musculatura abdominal e dorsal através do exercício físico;
  • Exercícios posturais;
  • Adequação do peso atendendo ao índice de massa corporal recomendado para os diferentes indivíduos;
  • Formação e informação dos trabalhadores relativamente à movimentação manual de cargas e tipos de movimentos adequados ao seu trabalho;
  • Se necessário utilizar acessórios, como por exemplo, uma cinta de protecção lombar.

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Regras de boas práticas para melhorar e corrigir determinadas posturas (diferentes partes do corpo):



  • Pés: são os principais responsáveis pela locomoção e equilíbrio do nosso organismo. Deve procurar-se uma boa base de forma a obter-se o equilíbrio e consequentemente maior segurança e firmeza na postura do corpo. Os trabalhadores (se possível) devem procurar alternar entre as posições de sentados e de pé. Quando o tipo de trabalho obrigar à permanência da posição de pé durante muito tempo, o ideal é variar a sustentação do peso entre os dois pés, mas não de forma prolongada, para evitar fadiga e tensão. Não se deve colocar o peso apenas sobre os calcanhares ou sobre os dedos.
  • Pernas: são muito importantes para a ajudar a fixar e sustentar o corpo. As pernas nunca sofrem um relaxamento completo. No entanto, elas devem ficar flexíveis, nunca completamente “rígidas”, de modo a estarem constantemente prontas para o movimento. Não se deve apoiar todo o peso do corpo somente numa perna, pois haverá uma forte tendência para o desequilíbrio. Para ajudar a resolver a tensão nas pernas e pés, podem-se fazer alguns exercícios, como por exemplo, pequenos alongamentos nesta região.
  • Quadris: devem estar equilibrados, evitando que um lado esteja mais elevado que o outro. Porém, uma leve alternância ou movimentação ajuda a relaxar esta região, pois não é desejável que esteja completamente rígida e estática.
  • Abdómen: o abdómen deverá encontrar-se numa posição neutra (não deve estar exageradamente projectado para dentro ou para fora). Devem-se evitar tensões excessivas neste local, pois a musculatura desta região é de extrema importância para controlar a respiração - imprescindível para o bom desempenho das tarefas.
  • Costas: os trabalhadores deverão manter a coluna direita de forma não muito rígida favorecendo a sua saúde e bom desempenho da estrutura óssea, tendões e articulações. A manutenção de coluna numa posição vertical melhora ainda as condições da expansão do tórax, e consequentemente, auxilia todo o processo de respiração. Independentemente do tipo de actividades que são desenvolvidas, as costas devem permanecer equilibradas, sem inclinações exageradas.
  • Tórax: deve procurar-se manter o tórax numa posição relaxada, evitando-se assim, qualquer contracção muscular excessiva de modo para facilitar a respiração e os movimentos cardíacos.
  • Ombros: os ombros devem estar descontraídos, isentos de fontes de tensão. Qualquer rigidez nesta região pode comprometer a acção dos músculos do tórax e pescoço, interferindo directamente na coluna e consequentemente na capacidade de movimentos do trabalhador. Os ombros deverão encontrar-se numa posição neutra (nem voltados para frente, nem para trás, nem para baixo e muito menos para cima). A rigidez local pode comprometer toda a postura e provocar alguns distúrbios. Para se evitarem algumas lesões (especialmente quando o trabalho envolve posturas estáticas) devem ser feitos alguns exercícios de relaxamento para os ombros e coluna.
  • Braços e Mãos: devem estar caídos livremente ao longo do corpo ou sobre a bancada de trabalho (consoante o tipo de actividade) de forma natural e relaxada; deverão estar tão livres quanto possível. Devem ser evitados movimentos desnecessários, como por exemplo: colocar os braços atrás das costas, ou ainda movimentar as mãos torcendo-as. Este tipo de movimentos causa uma grande tensão nos braços e no tórax acabando por interferir na acção dos restantes músculos do corpo. Deve-se ter sempre o cuidado, de manter os ombros e braços relaxados, para evitar tensões no pescoço e cabeça.

Na realidade, as mãos são essenciais em quase todos os tipos de trabalho. Desta forma há que ter em conta ainda as seguintes recomendações:

  • Reduzir ao máximo a distância entre a tarefa e o tronco do trabalhador;
  • Remover obstáculos existentes na bancada/posto de trabalho que possam impossibilitar o movimento normal das mãos dos trabalhadores no decorrer das diferentes tarefas;
  • Colocar sempre os utensílios e ferramentas de trabalho numa posição bem acessível para os trabalhadores de modo a evitar movimentos bruscos quando for necessário alcançá-los;
  • Disponibilizar aos trabalhadores ferramentas/utensílios ergonómicos e versáteis.

 

  • Cabeça: deve estar centrada e em posição de equilíbrio (relativamente aos ombros e coluna). O olhar do trabalhador deve fixar-se na direcção da tarefa que está a executar, e o queixo deve estar em ângulo recto com a cabeça. Quando as pessoas “enterram” a cabeça no tórax ou alongam o pescoço para cima, dificultam os movimentos da nuca e pescoço, causando naturalmente tensões que se podem transmitir à coluna.

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Factores de que depende a estabilidade de um corpo:



  • Tamanho da base de apoio;
  • Peso do corpo;
  • Altura do CG (centro de gravidade) relativamente à base de apoio;
  • Localização da linha de gravidade em relação aos limites da base do corpo.

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Estudo do posto de trabalho e dos movimentos do trabalhador


O estudo do posto de trabalho e dos movimentos do trabalhador reveste-se de crucial importância na medida em que se podem evitar alguns tipos de acidentes, patologias ou doenças profissionais. Desta forma, convém ter em consideração os seguintes pontos:

  • Estudar e comparar o desempenho dos trabalhadores mais produtivos com o desempenho dos menos produtivos;
  • Analisar e procurar compreender eventuais queixas apresentadas pelos trabalhadores relativamente ao seu posto de trabalho.
  • Analisar as técnicas de trabalho utilizadas à luz dos princípios fundamentais da mecânica;
  • Se possível, utilizar simulações computorizadas, no intuito de melhorar os equipamentos, os materiais e o próprio “lay-out”.

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Trabalhos realizados de pé


A posição parada de pé (parada de pé) é bastante fatigante porque exige muito trabalho estático por parte dos músculos envolvidos para manter essa posição. O coração está sujeito a maiores dificuldades para bombear o sangue para as diferentes extremidades do organismo. Os indivíduos que executam trabalhos dinâmicos em pé, geralmente apresentam menores níveis de fadiga relativamente aos que permanecem numa posição estática ou sujeitos a pouca movimentação.

A postura bípede está intrinsecamente associada a trabalhos que exigem utilização de forças consideráveis e ainda deslocamentos do corpo.

A manutenção desta postura implica a “utilização” constante dos músculos dorsais e do conjunto de músculos que controlam a posição da bacia.

São várias as profissões e tipos de trabalhos que implicam a permanência dos trabalhadores em pé, nomeadamente, linhas de montagem e embalagem de produtos, armazenamento, metalomecânica e restauração. A permanência em pé durante períodos de tempo muito longos, pode provocar diversas patologias, como por exemplo, dores nas costas, inflamações e inchaço das pernas, diversos problemas de circulação sanguínea e cansaço muscular.

A seguir, apresentam-se algumas recomendações para evitar ou minorar os riscos derivados dos trabalhos realizados em pé:

  • O piso do local de trabalho deverá estar sempre limpo, desimpedido de obstáculos e nivelado;
  • Quando as características do trabalho ou tarefa especificamente obrigam o trabalhador à permanência em pé, deve dotar-se o posto de trabalho de um tapete anti-fadiga;
  • O corpo do trabalhador deve permanecer direito permitindo liberdade de movimentos;
  • No horário de trabalho devem estar calendarizados pequenos intervalos ou pausas durante as quais os trabalhadores possam descansar na posição de sentados;
  • Colocação nos postos de trabalho de amparos verticais. Este tipo de apoio permitirá ao trabalhador encostar-se ligeiramente ao longo da realização das suas tarefas e, em simultâneo, reduzir a pressão exercida sobre as pernas e coluna vertebral (ainda que por curtos períodos de tempo);
  • O raio de acção dos movimentos executados pelos braços dos trabalhadores deve estar próximo do seu tronco de modo a evitar que haja necessidade dos trabalhadores se debruçarem e curvarem a coluna;
  • O raio de acção das mãos deverá estar compreendido a sensivelmente entre 20 a 30 cm do tronco.  
  • O calçado de trabalho reveste-se de grande importância. Este deverá ser extremamente confortável e não possuir saltos.
  • Será importante que a bancada de trabalho se possa ajustar às diferentes alturas dos trabalhadores. Caso esta condição não se verifique (e caso haja necessidade), deve facultar aos trabalhadores um estrado ou pedestal – para elevar o trabalhador ou a bancada de trabalho (consoante a necessidade);
  • A altura dos objectos e ferramentas deve também ser adaptada à tarefa que o trabalhador realiza.

 
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Quando se dimensiona a altura da bancada (superfície de trabalho) devem-se ter em consideração os seguintes factores:



  • A posição dos cotovelos relativamente à bancada de trabalho;
  • Distância dos olhos à tarefa ou objecto de trabalho;
  • Especificidade do tipo de trabalho ou tarefa;
  • O tipo de ferramentas e utensílios utilizados;

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Trabalhos realizados na posição sentado


Esta posição exige uma actividade muscular bastante intensa por parte da coluna vertebral e do abdómen. O consumo energético nesta posição é inferior relativamente à posição de pé. A maior parte do peso do corpo é suportado pelas nádegas e coxas. Os assentos e cadeiras devem por isso possibilitar pequenas mudanças na postura adoptada de modo a retardar o aparecimento da fadiga. Na posição de sentado, o peso das pernas deve ser transmitido à superfície de apoio no solo através dos pés.

Hoje em dia são inúmeros os trabalhos que implicam o trabalho na posição sentado. Esta posição de trabalho é normalmente adaptada em trabalhos que não necessitam de grande força física e podem ser realizados numa área limitada (normalmente secretária, balcão ou bancada de trabalho).

Regra geral, a posição de sentado é mais confortável e bastante menos cansativa para os trabalhadores. No entanto, a permanência nesta posição por longos períodos de tempo também não é benéfica para os trabalhadores, sobretudo para a coluna que sofre normalmente uma ligeira curvatura e para as pernas que se encontram flectidas e isentas de movimento. Desta forma, facilmente se conclui que, se possível os trabalhadores que habitualmente trabalham sentados devem alterar de posição.

O layout, equipamento / ferramentas e mobiliário tem neste tipo de trabalhos um papel muito importante na prevenção e minimização de riscos profissionais.

Projectos inadequados de máquinas, assentos ou bancadas de trabalho obrigam o trabalhador a adoptar posturas inadequadas. Se estas forem mantidas ao longo do tempo, podem provocar fortes dores localizadas em todo os conjunto de músculos solicitados na conservação dessas posturas.

 A concepção do posto de trabalho no respeitante aos trabalhos na posição de sentado, deve por isso, obedecer a uma série de requisitos, nomeadamente:

  • O trabalhador deve poder conseguir alcançar todos os objectos e ferramentas de que necessita para executar as suas tarefas (do inicio até ao fim do ciclo de produção) sem ter que efectuar movimentos bruscos ou efectuar grandes extensões dos braços ou mãos;
  • Os trabalhadores deverão adoptar uma posição que permita que a coluna vertebral se mantenha numa posição recta relativamente às coxas;
  • A mesa (bancada ou superfície de trabalho) deve ser concebida de modo a estar mais ou menos nivelada pelos cotovelos e antebraços, de modo a evitar pressões desnecessárias;
  • Caso haja necessidade de utilização de electricidade, a mesa ou bancada de trabalho devem possuir tomadas de modo a evitar a passagem de fios através do chão; 
  • A posição da cabeça deve ser neutra - erecta (a flexão ou extensão podem provocar diversas lesões no pescoço, cabeça e coluna) enquanto o trabalhador está a olhar para a tarefa que realiza;
  • Os ombros não devem estar sujeitos a pressões;
  • A cadeira deverá ser bastante confortável. Deverá permitir a regulação dos apoios dos braços, costas e assento.
  • Deve evitar-se uma postura incorrecta muito comum, ou seja, o deslizamento anterior da bacia, que provoca uma curvatura na coluna, e consequentemente, aumento da tensão nos ligamentos espinais posteriores.
  • Evitar a concentração de pressões excessivas causadoras de desconforto nas zonas apoiadas nas cadeiras (coluna vertebral, nádegas e coxas) – estas podem provocar dificuldades ao fluxo sanguíneo e contracções musculares.

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Última modificação 2006-04-07 18:10

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